Pedras nobres, como mármore, travertino, limestone, granito e quartzito, são duráveis e nunca saem de moda. Quem gosta dessa opção para revestir a casa encontra hoje também as versões industrializadas - pedriscos prensados com resina -, que apresentam cores uniformes e boa resistência à abrasão. Sejam naturais ou reconstituídas, esse é um bom momento para comprá-las. "A desvalorização do dólar causou uma reviravolta no mercado dos mármores importados, como os carraras e os thassus, e dos granitos nacionais", conta Sérgio Azeredo, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas). Os empresários avaliam uma redução de até 15% nos preços. "Só não é maior por causa dos impostos e do aumento no custo da mão-de-obra", completa Sérgio. As verdinhas em queda também trouxeram outra novidade: o ônix. Extraída em países como Egito, Paquistão, Arábia Saudita e Irã, essa pedra, considerada de primeira linha, raramente era vista em projetos por aqui. Saiba mais sobre ela e os outros modelos nas páginas a seguir.
Mármore:
Veios densos marcam a superfície lisa dessa rocha carbonática, composta em boa parte de carbonato de cálcio e magnésio. Nas lojas, há opções nacionais e importadas, em chapas de até 1,80x 3 m e com acabamentos e medidas variáveis. Opte por lotes calibrados: isso indica que todas as peças têm espessuras uniformes. As opções vão de 1 a 3 cm. Há também mármore em placas de 40 x 30 cm, 40 x 40 cm e 60 x 30 cm, com preços mais acessíveis. As cores? Não dá para precisar quantas são, pois a natureza faz inúmeras combinações e desenhos com azul, preto, cinza, rosa, bege, branco e verde. Essa pedra, no entanto, tem ressalvas: os ácidos dos alimentos, como o do limão, e os dos materiais de limpeza podem manchá-la. Por isso, não a instale em fachadas, áreas externas e cozinhas de uso freqüente (veja mais informações sobre instalação na pág. 64). "Ela também tem baixa resistência à abrasão, como indica o teste Amsler*", diz o geólogo Cid Chiodi Filho, da Abirochas. Ou seja, risca e desgasta no dia-a-dia e, com isso, perde o brilho, recuperado só com polimento industrial.
* Indicado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o teste Amsler determina o desgaste por milímetro. O mármore registra de 1,4 a 3,3 mm - alto para uma rocha usada como revestimento.
* Indicado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o teste Amsler determina o desgaste por milímetro. O mármore registra de 1,4 a 3,3 mm - alto para uma rocha usada como revestimento.
Mármore por afinidade Encontrados nas lojas como mármore, o travertino, o crema marfil e o bege bahia pertencem na verdade à família dos calcários, classificados dentro do grupo das rochas sedimentares, sem metamorfismo (que não foram trabalhadas). Nessa categoria entra também o limestone (pronuncia-se laimistone) nacional ou importado. O assentamento e a manutenção devem seguir as mesmas orientações das pedras naturais (veja na pág. 64). O travertino, no entanto, se usado no banheiro, deve ter previamente seus veios estucados (calafetados) com resina. Assim, com a superfície lisa e plana, não haverá problemas com a proliferação de bactérias.
A textura granulada é sua principal característica visual. Se houver dúvidas, passe uma chave ou uma faca sobre um cantinho da peça: o granito não risca, ao contrário do mármore. Isso se deve à presença de minerais como o quartzo, o feldspato e as micas na composição dessa rocha normalmente de origem ígnea. Essa resistência abrasiva foi também confirmada no teste Amsler. "Seu desgate é de 0,5 a 0,6 mm, índice considerado muito bom", diz o geólogo Eduardo Quitete, do Instituto de Pesquisa Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Se comparado ao mármore, o granito não é tão sensível ao contato com agentes químicos. Com cautela na manutenção (veja os boxes de instalação e manutenção), pode ir em tampos de cozinha, tanque e banheiro. Nos pisos, em chapas com diversos tamanhos, não há contra-indicação. Mas, nas áreas expostas à chuva ou em escadas, opte por acabamentos antiderrapantes (veja opções ao lado). Já os polidos, instale em áreas internas, como salas e cozinhas. As colorações mais comuns são cinza, rosado e avermelhado, seguidas de branco, negro, marrom, amarelo, verde, azul e multicor.
Fonte: Arquitetura e Construção
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